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Psicologia e Psicoterapia Positiva

Psicologia e Psicoterapia Positiva

A psicologia positiva é um dos ramos mais recentes da psicologia que desenvolveu um conjunto de intervenções para estimular as características positivas ao nível do indivíduo, dos relacionamentos interpessoais e das organizações. As suas aplicacações à clínica designam-se por Psicoterapia Positiva ou Estratégias para Aumentar a Felicidade.
Com estas intervenções pretende-se que indivíduos e comunidades “floresçam”, isto é, que seja criado um estado de saúde mental positivo, que as pessoas consigam lidar adequadamente com as dificuldades da vida, com vitalidade emocional e que funcionem positivamente nas áreas privada e social da sua vida.
As pessoas que florescem mostram níveis elevados de bem-estar subjectivo e de funcionamento positivo em diversas esferas. Corey L. M. Keyes, da Universidade de Emory, propôs os seguintes critérios para florescer: Continuar a lerPsicologia e Psicoterapia Positiva

Perturbações somatoformes

– Perturbações somatoformes –

 

Perturbações somatoformesAs Perturbações somatoformes caracterizam-se por sintomas numerosos, sofrimento e mal-estar, semelhantes a doenças físicas, que não podem ser atribuídos a qualquer causa física ou biológica. Estes sintomas têm uma duração prolongada e interferem em áreas fundamentais como os aspectos familiares, sociais e / ou profissionais. As pessoas que sofrem destas perturbações fazem diversas avaliações e testes médicos que são inconclusivos em relação à causa dos seus sintomas, o que por sua vez aumenta ainda mais a preocupação desenvolvendo uma condição psicológica designada por ansiedade em relação à saúde. Ao contrário das perturbações factícias, em que os sintomas são simulados, podendo existir algum benefício pessoal, nas perturbações somatoformes o sofrimento e sintomas são genuinamente experimentados. Apesar de se desconhecerem as causa exactas para o aparecimento dos sintomas, ou para o seu aumento ou diminuição, é assumido que um conjunto de factores psicológicos contribuem para o seu início, intensidade, duração e curso. Os sintomas das perturbações somatoformes ocorrem em conjunto com sintomas de ansiedade e depressão. As perturbações somatoformes apresentam diversos tipos: a perturbação de conversão, a perturbação de somatização, a hipocondria, a perturbação dismórfica do corpo, a perturbação de dor e a perturbação somatoforme indiferenciada. Apesar das pessoas com estas perturbações costumarem recusar os tratamentos psicológicos, as psicoterapias cognitivas e comportamentais são eficazes neste tipo de situações. Estes tratamentos iniciam-se com um componente educativo que ajuda a compreender as relações entre o stresse psicossocial e as variações dos sintomas, conduzindo a uma reavaliação da qualidade do estado físico em termos psicossociais. Este passo é a condição fundamental para o sucesso do tratamento. Seguem-se intervenções no sentido da diminuição do mal-estar provocado pelos sintomas, da alteração de comportamento que aumenta inadvertidamente os sintomas e da eliminação de comportamentos de evitação.

 

– Perturbações somatoformes –

Perturbações do comportamento alimentar

Perturbações do comportamento alimentar

 

Perturbações do comportamento alimentarAs perturbações do comportamento alimentar caracterizam-se por situações extremas do comportamento alimentar. Nas perturbações do comportamento alimentar acontecem diminuições intensas na ingestão de alimentos, aumentos extremos na ingestão de alimentos, seguidos habitualmente pela sua expulsão ou preocupações muito intensas acerca do peso ou forma do corpo. Apesar das variações nos quadros clínicos, existem dois tipos principais de perturbações alimentares: a anorexia e a bulimia. Recentemente, tem sido particularmente estudada e tem sido foco de atenção social, a perturbação alimentar de ingestão compulsiva de alimentos. Esta, é semelhante à bulimia mas sem comportamentos de compensação, vómitos ou exercício. As perturbações alimentares têm, habitualmente, o seu início no final da adolescência e no início da idade adulta, podendo em algumas situações ter um início mais precoce e afectam primariamente o sexo feminino. As perturbações alimentares, para além do mal-estar psicológico e emocional, têm implicações graves na saúde e implicam graves riscos de vida quando existe baixa ingestão de alimentos. As psicoterapias cognitivo-comportamentais e as psicoterapias interpessoais são os tratamentos psicológicos de escolha para remissão destas perturbações.

 

Perturbações do comportamento alimentar

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Perturbações do humor (depressão e distimia)

– Perturbações do humor (depressão e distimia) –

 

Perturbações do humor (depressão e distimia)Caracterizam-se por humor triste, perda de interesse e prazer nas actividades habituais, lentidão excessiva, sentimentos de desvalorização pessoal e diminuição das funções cognitivas, como a memória ou a capacidade de concentração. Os padrões do sono e da alimentação estão alterados e existem sintomas persistentes de fadiga, dores de cabeça, dor crónica ou problemas digestivos. É habitual o isolamento social, a diminuição do desejo sexual e a ideação suicida. As formas agudas e mais intensas designam-se por depressão major ou depressão unipolar e as formas menos intensas, mas mais prolongadas designam-se por distimia. São perturbações muito frequentes, tendo sido estimado que uma em cinco pessoas, ao longo da vida, sejam afectadas. As psicoterapias cognitivas e comportamentais, baseadas na modificação dos pensamentos e crenças disfuncionais, nos padrões de comportamento no estilo de vida relacionados com baixa actividade e na melhoria de competências sociais, e as psicoterapias interpessoais, baseadas no desenvolvimento de relacionamentos sociais e na melhoria de padrões de comunicação, são particularmente eficazes no tratamento da depressão unipolar. Recentemente, uma abordagem psicológica baseada na meditação, designada por mindfulness-based cognitive therapy, que tem como objectivo ensinar a prestar atenção aos pensamentos e sentimentos, mas de modo não avaliativo, mostrou ser capaz de alterar um aspecto fundamental do curso da depressão, as recaídas. A importância deste tratamento é a sua eficácia na depressão recorrente.São perturbações muito frequentes, tendo sido estimado que uma em cada cinco pessoas, ao longo da vida, sejam afectadas.

 

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Perturbações ansiosas

– Perturbações ansiosas –

 

Perturbações AnsiosasSão a perturbação emocional mais frequente. Os estudos epidemiológicos demonstraram que uma em cada quatro pessoas, ao longo da vida, sofre de uma perturbação deste tipo, tendo o sexo feminino um risco duplo em relação ao sexo masculino. As perturbações ansiosas, ao contrário dos episódio breves de incerteza ou de medo, provocados por um evento ameaçador, são de duração prolongada e os sintomas, na ausência de tratamento adequado, têm tendência a aumentar de intensidade e a tornarem-se crónicos. Para além do sofrimento provocado pelos sintomas, as pessoas afectadas por perturbações ansiosas têm uma qualidade de vida semelhante à de outras com doenças crónicas. As perturbações ansiosas são classificadas como: fobias específicas, fobia social ou perturbação de ansiedade social, perturbação de pânico e agorafobia, perturbação de ansiedade generalizada, perturbação obsessivo-compulsiva e perturbação pós-stresse traumático. Os tratamentos psicológicos cognitivos e comportamentais mostraram uma excelente eficácia no tratamento destas perturbações, tendo a vantagem de diminuírem a possibilidade de recaída após o tratamento com sucesso. Este tipo de tratamentos implica mudanças radicais nos padrões de pensamento, que se designam por terapia cognitiva, e o confronto com as situações evocadoras de ansiedade, terapia por exposição. O tratamento dura de três a quatro meses, a que se segue um período de manutenção, necessita de pacientes motivados e o único efeito secundário conhecido é o desconforto provocado pelo confronto com as situações ansiogénicas.

 

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Programas de aconselhamento a filhos de pais separados

– Programas de aconselhamento a filhos de pais separados –

 

A separação dos pais pode provocar incertezas e mal-estar psicológico nos filhos, nomeadamente, alterações do comportamento, dificuldades de aprendizagem e deterioração do rendimentos escolar. A intervenção psicológica tem como objectivo a prevenção desses problemas ou a minimização dos mesmos. São ensinadas competências para lidar com as situações stressantes e que provocam dificuldades de ajustamento, através do desenvolvimento da comunicação, da capacidade para resolver problemas e de redes sociais de apoio.

 

– Programas de aconselhamento a filhos de pais separados

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Perturbações do humor (depressão e distimia)

– Perturbações do humor (depressão e distimia) –

As perturbações do humor mais frequentes na infância e adolescência são a depressão e distimia e têm características muito semelhantes às apresentadas na idade adulta. Os jovens sentem-se tristes, não têm interesse pelas actividades que antes gostavam, estão pessimistas em relação ao futuro e podem pensar que não vale a pena viver. Os padrões de alimentação e de sono encontram-se frequentemente alterados. São irritáveis, podendo ser agressivos, indecisos, desconcentrados, desmotivados e negligentes com a aparência e a higiene. A intervenção psicológica inicia-se com procedimentos de activação comportamental, melhoria de relacionamentos interpessoais, competências sociais e introdução de actividades gratificantes. Continua com a análise dos pensamentos disfuncionais associados com a disposição negativa e com a reestruturação da visão que tem de si dos outros e do futuro a partir de um conjunto de experiências programadas.

 

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Timidez, medo de avaliação, perturbação de ansiedade social e dificuldades interpessoais

– Timidez, medo de avaliação, perturbação de ansiedade social e dificuldades interpessoais –

As situações e estímulos novos e inesperados provocam nas crianças uma primeira reacção normal de retraimento, principalmente quando não estão perto de uma figura de vínculo. É de esperar alguma timidez em situações de exposição social, com uma postura típica de tensão, evitação do contacto visual e rubor facial. Estes aspectos do desenvolvimento normativo podem transformar-se numa perturbação em que o contacto social é evitado, as avaliações ou exames são temidos, conduzindo ao isolamento do jovem e a um défice de aptidões sociais. O programa de intervenção consiste no ensino da redução e controlo da ansiedade e dos sintomas somáticos, no desenvolvimento de competências para enfrentar as situações temidas e no desenvolvimento de aptidões sociais.

 

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